quinta-feira, 26 de abril de 2012

Postura: dores na coluna?

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2011/11/ultrapassar-limites-em-exercicios-pode-causar-dores-na-coluna.html
http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2011/11/ultrapassar-limites-em-exercicios-pode-causar-dores-na-coluna.html

MEC.GOV.BR PORTAL DO PROFESSOR

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/rss/aulas

Jornal do Brasil - País - CNJ: Processos com base na Lei Maria da Penha duplicaram em um ano e meio

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Miro:RBS e a falsa liberdade de imprensa

Altamiro Borges: RBS e a falsa liberdade de imprensa: Por Cris Rodrigues, no blog Somos andando : O post de hoje tem como base a palestra do presidente do Grupo RBS no Fórum da Liberdade. Descu...

Porto alegre/RS: Biblioteca Pública Estadual oferece curso de capacitação em escrita e leitura em Braile

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terça-feira, 24 de abril de 2012

AdNews - Internet supera jornal e se torna 2ª mídia no Brasil em 2012

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GUIA DO UNFOLLOW ELEGANTE

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ONDE NASCEM OS TRENDING TOPICS BRASILEIROS?

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Décio Sá, blogueiro do Maranhão, está enterrado. E agora?

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Altamiro Borges: Dilemas da regulação da internet

Altamiro Borges: Dilemas da regulação da internet: Por Mônica Mourão, no Observatório do Direito à Comunicação : A regulação da internet é um desafio que tem suscitado diversas polêmicas....

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos: Saiba onde encontrar uma feira de produtos orgânic...

Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos: Saiba onde encontrar uma feira de produtos orgânic...: Levantamento do Idec e do FNECDC informa a localização de feiras de alimentos sem agrotóxicos nas 27 capitais do país. Em cinco, porém, não ...

Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos: Projeto fotografa há 2 anos lanche de fast-food qu...

Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos: Projeto fotografa há 2 anos lanche de fast-food qu...: Projeto fotografa há 2 anos lanche de fast-food que não apodrece Imagem da fotógrafa Sally Davies comemora 2 anos d...

PRESIDENTE DA ARGENTINA enfrenta o neoliberalismo

Altamiro Borges: Cristina enfrenta o neoliberalismo: Editorial do sítio Vermelho : A Argentina foi pioneira, em 1922, na criação de uma empresa estatal do petróleo. Foi naquele ano que nasceu...

O negro na literatura

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Luta que Segue: EUA-Criança de 6 anos presa e algemada. Direitas H...

Luta que Segue: EUA-Criança de 6 anos presa e algemada. Direitas H...: C retinice sinistra-1, no noticiário internacional do Globão - nesta matéria sobre a prisão , COM ALGEMAS, de uma menina de seis anos, por m...

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quarta-feira, 18 de abril de 2012

MEC condenado pela nona vez a pagar a compensação por caducidade a professores

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Seminário nacional ‘Por uma Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica’ | Portal EcoDebate

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http://t.co/RkY2mspU

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

NOVAS REGRAS ORTOGRÁFICAS(ilustradas)

http://www.priberam.pt/docs/NovaOrtografia.pdf

AVALIAR SUA FREQUÊNCIA CARDÍACA(FC)em atividades físicas?


17/12/2009

Autor e Coautor(es)

Cristiane Tabach de Oliveira Duarteimagem do usuário
RIO DE JANEIRO - RJ COL DE APLIC DA UNIV FED DO RIO DE JANEIRO
Marcos Vinícios Pimentel de Andrade

Estrutura Curricular

Modalidade / Nível de EnsinoComponente CurricularTema
Ensino MédioEducação FísicaEsporte: Projetos de formação dos alunos

Dados da Aula

O que o aluno poderá aprender com esta aula
Compreender o conceito sobre Frequência Cardíaca (FC) e sua aplicação na prática das atividades físicas;
Adquirir conhecimentos básicos sobre aferição da FC: onde aferir e como aferir;
Identificar os tipos de FC e suas aplicações;
Auxiliar os colegas na aferição da FC buscando intergir e socializar os conhecimentos.
Duração das atividades
50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Não há necessidade de conhecimentos prévios para esta atividade
Estratégias e recursos da aula
Caro Professor, nesta aula vamos tratar de temas relacionados à prática da atividade física; os conceitos sobre saúde e suas aplicações na rotina do cidadão. Nesta aula abordaremos um tema onde os alunos deverão identificar e projetar uma prática autônoma de atividades físicas.
Apresentaremos um conceito sobre o cuidado que o aluno deve ter na prática da atividade física e, que ele mesmo pode buscar uma autonomia e controlar a intensidade da sua prática de atividade física através do conhecimento e controle da sua Frequência Cardíaca (FC). Não que isso exclua o professor de educação física, que seria o responsável pelo controle de aula/treino, mas, o aluno deve ter a consciência que é possível que ele identifique e busque se auto conhecer através destas atividades. Isto proporcionará o entendimento que é possível realizar uma forma autônoma de prática de atividade física.
Um dos controles sobre esses princípios mais importante é a verificação do pulso arterial, que pode indicar a intensidade do exercício e a possibilidade do seu controle, dentro de limites que o próprio aluno é capaz de avaliar.
Atividade I - Professor, encaminhe os seus alunos para o local de prática das aulas de educação física. Se possível, leve colchonetes para que os alunos deitem e façam a sua prática.
Inicie o debate fazendo os seguintes questionamentos sobre o tema:
O eles entendem por Frequência Cardíaca(FC);
Já tiveram a experiência de aferir a sua própria FC e, como se realiza essa aferição?
O que é FC máxima e como se calcula?
Quais os principais tipos de FC?
Após esse debate inicial será possível identificar o nível da turma em relação ao conhecimento do tema. Pois bem, nesse momento inciaremos a 2ª atividade, que será:
Atividade II - FORMAS DE AFERIÇÃO DA FC:
Neste momento apresente aos alunos as formas de aferição da FC. A forma mais simples, fácil e direta de verificar a intensidade da realização dos exercícios físicos é através do MONITORAMENTO DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA (FC) PELA CONTAGEM DOS BATIMENTOS. Podemos aferir a FC de duas formas:
A - MANUAL:Aferida através de uma pequena pressão sobre locais determinados, tais como:Artéria Carótida;Coração e Artéria Radial
Utilizando-se dos dedos INDICADOR E MÉDIO deve-se colocá-los sobre o local determinado e contar o número de batimentos cardíacos em 15 segundos. Após essa contagem deve-se multiplicar o resultado por 4, a fim, de se saber o resultado completo.
Peça que calculem a sua FC máxima
Exemplo: 
Uma pessoa com 20 anos a sua FC Máxima seria 200 bpm.Isso é importante patra o aluno identificar que caso a sua FC esteja muito próximo do seu máximo é importante saber dosar a atividade.
Ela aferiu numa sessão de treinamento a FC em 15 segundos e o resultado foi de 35 bpm, multiplicando-se por 4 o resultado real seria de 140 bpm. Isso equivale a 70% da FC máxima dessa pessoa, portanto, está numa intensidade segura para a prática da sua atividade física(seria no intervalo entre 60% a 80% da FC máxima)
B - FREQUENCÍMETRO:
Monitoramento cardíaco através de um relógio transmissor e um receptor que afere automaticamente os batimentos cardíacos. OMedidor de Freqüência Cardíaca, também, chamado de Freqüêncímetro é uma ferramenta de grande auxílio na obtenção de bons resultados, principalmente, nas atividades aeróbias. 
Dica I - Se possível leve consigo um frequencímetro para fazer uma demonstração aos alunos do seu funcionamento
Atividade III - Vivenciando a aferição e os tipos de FC:
Nesta parte da aula faremos a a vivência e compartilharemos de algumas experiências relacionadas a aferição e conhecimentos dos proincipais tipos de FC.
Peça aos alunos que deitem, façam silêncio absoluto, fechem os olhos e procurem se concentrar na sua respiração. Sugiro que os alunos expirem em 4 tempos e inspirem em 4 tempos. Faça isso durante , aproximadamente 4 minutos, tempo que será suficiente que eles possam aferir a sua FC repouso. Após esse tempo peça que os alunos afiram a sua FC de forma manual. Peça que se preparem e marque 15 segundos, finalize o tempo e peça que falem o número que encontraram. Peça que multipliquem por 4. esse é o valor fa FC repouso.
Dica II - Repita essa operação mais duas vezes para que os alunos vivenciem a forma de aferição. 
Dica III - Caso haja a possibilidade de utilização do frequencímetro escolha um aluno para utlizá-lo de demonstrar a sua utilização.
Atividade IV - Organize uma atividade denominada “pique cola” onde os alunos deverão correr na quadra fugindo de um pegador.
Dica IV - Troque o pegador para que outros alunos sejam pegadores.
Essa atividade fará com que a FC seja alterada(haverá uma aumento da FC), após uns 4 minutos de atividade encerra-a e peça que todos os alunos aproximem-se rapidamente do centro da quadra, que façam silêncio e, ao sinal do professor afiram a FC de esforço. Eles deverão realizar a mesma operação de multiplicação do valor encontrado por 4.
Após identificarem a FC esforço peça que os alunos caminhem de forma lenta e após 1 minuto o professor pedirá que afiram novamente a FC (FC recuperação); depois peça-os que andem mais 1 minuto e afiram o 2º minuto da FC recuperação.
Dica V -  Nesta aula é bem provável que alguns alunos tenham algumas dificuldades iniciais em encontrar os locais para aferir a FC. Peça-os que experimentem nos vários locais indicados; pressionem os locais de forma suave, pois caso façam de forma mais profunda terão dificuldade em encontrar os batimentos.
Dica VI - Buscando uma maior integração e socialização entre os alunos proponha que organizem grupos de dois/três alunos e realizem a aferição da FC nos colegas. Isso possibilitará que troquem experiências e facilite que o professor esclareça algumas dúvidas.
Ao final da aula reúna todos os alunos no centro da quadra e pergunte qual foi maior dificuldade encontrada para aferir a FC. Caso algum aluno tenha dificuldade repita o protocolo de aferição da FC e os locais de aferição(forma manual).
Recursos Complementares
Referências Bibliográficas:

MARINS, J.C.B. e GIANNICHI, R.S. Avaliação e Prescrição de Atividade Física: guia prático. 3° ed. Rio de Janeiro. Editora Shape, 2003.

MATTOS, Mauro Gomes de e NEIRA, Marcos Garcia. Educação Física na Adolescência: Construindo o conhecimento na escola. Phorte Editora LTDA. São Paulo, 2002.

Site: http://renatapinheiro.com/frequencia-cardiaca/
Avaliação
O processo avaliativo desta aula será através de perguntas realizadas pelo professor:
Como se calcula a FC máxima?
Como se afere a FC?
Quais os locais no corpo em que podemos aferir a FC?
O que é FC recuperação?
De que forma podemos aferir a FC?
O que é frequencímetro?http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=10779

Tese com avaliação postural(2008)Rede Municipal POA/RS


Dissertacao
Autor principal  LinkMoreira, Suzana
Orientador  LinkOrient.: Souza, Jorge Luiz de
Título  LinkCaracterísticas da postura corporal de escolares da rede municipal de ensino de Porto Alegre
Imprenta  2008.
Descrição física  101 p. : il.
Trab. de conclusão  Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escola de Educação Física. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, Porto Alegre, BR-RS, 2008 
Resumo  Sintomas álgicos, de sobrecarga e de alteração da estrutura corporal estão presentes na população adulta e infanto-juvenil. O objetivo deste estudo foi descrever e associar postura ortostática, execução de Atividades de Vida Diária (AVDs), Amplitude de Movimento Articular (ADM) e dor nas costas de escolares. Foram avaliados 430 escolares doensino fundamental da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre – RS, com idade entre 6 e 18 anos. Foi realizada avaliação da postura ortostática, da postura dinâmica (sentar para escrever e transportar o material escolar), teste de Adams, mensurações do ângulo Q, mensurações das ADMs do quadril, joelho e tornozelo, teste de Schober total e lombar, teste de extensão da coluna total e lombar e avaliação da dor. Os resultados mostraram uma tendência dos escolares posicionarem-se anteriormente ao fio de prumo, independente da faixa etária em que se encontravam. A angulação média observada nas curvaturas da coluna foi 28,67º para lordose cervical, 26,47º para cifose dorsal e 24,42º para lordose lombar. (Continua)
 (Continuação) A avaliação do alinhamento horizontal de pontos anatômicos mostrou que estavam alinhados 10,1% dos acrômios, 19,4% das espinhas ilíacas ântero superiores (E.I.A.S.), 20,8% dos ângulos inferiores das escápulas e 42,9% das espinhas ilíacas póstero superiores (E.I.P.S.). O valor médio obtido para ângulo Q do joelho direito foi de 16,20º; e para o joelho esquerdo, 16,60º. O teste de Adams foi positivo em 21,4% com predominância de saliência paraespinhal lombar esquerda seguida de gibosidade dorso-lombar esquerda. Na avaliação da postura sentada para escrever, na qual os avaliados poderiam atingir de 0 a 4 pontos, o maior percentual de escolares obteve um ponto no momento 1 e zero nos momentos 2, 3 e 4 da filmagem. A avaliação sobre transportar material escolar mostrou que 69,2% dos escolares usam mochila e seu peso ultrapassa 10% do peso corporal somente em 9% dos casos. Comparando as médias das ADMs apresentadas pelos avaliados com as divulgadas pela literatura, observou-se que as amplitudes de rotação interna e externa da coxo-femural e flexão plantar do tornozelo do grupo avaliado foram menores. (Continua)
 (Continuação) Os escolares apresentaram o valor médio de 8,01 cm para teste de Schober total, o que estava abaixo do considerado adequado pela literatura. Dor foi referida por 29% dos escolares. A região lombar foi a mais mencionada e a intensidade predominou entre média e fraca. Não foi verificada associação entre dor e peso da mochila. Ocorreu diferença significativa entre os que sentiam e não sentiam dor no terceiro momento da análise da filmagem da posição sentada. A amplitude do movimento de flexão da articulação coxo-femural com joelho direito flexionado apresentou diferença significativa entre os que sentiam e não sentiam dor, sendo maior nos que sentiam dor. Os resultados deste estudo fornecem informações a respeito da postura corporal dos escolares do ensino fundamental das escolas municipais de Porto Alegre. Não foi feita uma investigação com o intuito de verificar o que estava certo ou errado, mas de conhecer melhor os escolares e auxiliar na criação de projetos de educação postural adequados à realidade desta população.http://sabi.ufrgs.br/F/NPBJGVCSBSY3FR5MDS1HXEL6AVS6H1JF5NGHL3P7NMCIQT5ANA-02982?func=full-set-set&set_number=060438&set_entry=000005&format=999

terça-feira, 10 de abril de 2012

http://revistaescola.abril.com.br/testes/direitos-crianca-adolescente.shtml

ACESSE
<  http://revistaescola.abril.com.br/testes/direitos-crianca-adolescente.shtml  >

TESTE

Você sabe a quem recorrer quando percebe que há alunos em situação de risco?

Avalie seus conhecimentos sobre os direitos da criança e do adolescente e verifique se você sabe que caminhos deve percorrer para ajudar os alunos vítimas de violência, maus tratos ou dependentes químicos

“Quem são os donos do cardápio infantil?”


Marco Weissheimer Rotating Header Image

Quem são os donos do cardápio infantil?

Noemia Perli Goldraich (*)
Há 40 anos trabalho como Nefrologista Pediátrica. Não recordo de ter identificado, antes dos anos 90, um único caso de pressão alta em criança que não estivesse relacionada a algum problema grave como doença nos rins, nas artérias renais, na aorta ou a tumores raros. Pressão alta era uma doença de adultos. Era!
Infelizmente, na última década, mais crianças passaram a sofrer de hipertensão arterial, uma doença crônica, isto é, que se arrasta por toda a vida e que necessita de medicação continuada. E qual a causa dessa repentina mudança? Múltiplos fatores podem causar a pressão alta mais comum – também chamada de hipertensão arterial essencial – mas os principais são a combinação de obesidade e ingestão de quantidades excessivas de sal na alimentação.
Antes de seguir em frente, é preciso que se diga que a pressão alta não é um probleminha qualquer. É fator de risco importante para infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (os derrames cerebrais), entre tantas outras consequências. E o resultado da obesidade iniciada na infância é o aparecimento de hipertensão arterial em crianças e adolescentes, de diabetes melito, doenças vasculares como infarto do miocárdio, tromboses, derrames cerebrais e todas as suas complicações.
Bem, mas não é de hoje que o sal está presente na alimentação humana. Então, por que agora estaria prejudicando também as crianças? O problema não é exatamente o sal, mas sim o sódio presente nele e é esse último que causa o aumento da pressão. É aí que entram os alimentos industrializados ou altamente processados. Há muita diferença na quantidade de sal (cloreto de sódio) colocado numa refeição cotidiana preparada em casa e os tais produtos industrializados. Nesses, o sódio está presente, além do sal, na estrutura dos conservantes e aromatizantes, usados para aumentar o período de validade ou para realçar o sabor, resultando em quantidades exageradamente grandes de sódio.
Nesse contexto, é preciso considerar que os hábitos alimentares dos brasileiros mudaram significativamente nos últimos anos. Saímos do feijão, arroz e bife para as comidas congeladas, as pré-prontas, os salgadinhos, os biscoitos e refrigerantes. Atraídas por propagandas fascinantes que prometem um mundo de sonhos em um pacote de salgadinhos ou um pirulito, por brindes-brinquedos e pelas intermináveis coleções, as crianças se tornaram as principais vítimas desses alimentos e passaram a influenciar nas compras de toda a família. Sem entender o que leem ou sem ler o que informam os rótulos, os pais também se seduzem pelos coloridos sinais de adição a anunciar + ferro, + cálcio, + vitaminas. Na verdade, estão comprando gordura, sal e açúcar, crentes de que seus filhos estão sendo bem alimentados. É isso mesmo. Em geral, as fantásticas embalagens coloridas contêm muita caloria e baixíssimo valor nutricional.
Estudos que vem sendo amplamente divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que o brasileiro está ingerindo mais que o dobro de sal da quantidade diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5 gramas, o que equivale a uma colher de chá. O brasileiro, em média, está consumindo 12 gramas ao dia, o equivalente a uma colher de sopa. Muitos produtos que hoje fazem parte da dieta usual de crianças contêm quantidades exageradas de sal, sem que os pais percebam o perigo. Você sabe que um pacote de massa instantânea pré-cozida tipo miojo contém 5g de sal, que é a quantidade máxima diária recomendada para um adulto? Haja rins para dar conta!
Pesquisa publicada neste janeiro por um grupo da Filadélfia, no American Journal of Clinical Nutrition, uma importante revista da área, mostrou a relação entre o desenvolvimento da aceitação do gosto salgado e uma alimentação complementar, administrada a bebês, contendo amido (batatas, arroz, trigo, pão, bolachas). Foram comparados dois grupos de lactentes: um recebeu alimentação complementar com amido e o outro só comeu frutas em complemento ao leite. A aceitação para o gosto salgado já estava presente aos seis meses nos lactentes alimentados com amido e ausente nos que receberam só frutas. Os lactentes do primeiro grupo apresentaram maior probabilidade de lamber o sal da superfície dos alimentos na pré-escola, bem como de comer sal puro. Assim, segundo a pesquisa, experiências alimentares bem precoces (primeiros meses de vida) exercem um papel muito importante em moldar a resposta ao gosto salgado de lactentes e pré-escolares.
Sabemos que a formação do hábito alimentar se dá desde a gestação até cerca de dois anos de idade. E uma vez consolidado o padrão de gosto, fica difícil mudar. A isso, é preciso associar o padrão de uma infância sedentária em frente à televisão, computador e vídeo games. O resultado tem sido a obesidade. Dados do IBGE mostram que o excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, aos cinco anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras. Houve um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-2009, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas que, de 8,6% na década de 70, foram para 11,9% no final dos anos 80, e chegaram aos 32% em 2008-09.
O tempo de exposição à mídia também vem aumentando. Em média, as crianças ficam mais de 5 horas diárias em frente à TV, tempo superior ao permanecido na escola, que é de 4h30min. Além disso, o padrão das crianças de hoje é acessar varias mídias ao mesmo tempo e em quase todas há inserção de propaganda, ou seja, as crianças ficam expostas a um bombardeio mercadológico. Estudo feito pela Universidade de São Paulo, em 2007, mostrou que 82% dos comerciais televisivos sugeriam o consumo imediato de alimentos ultraprocessados, 78% mostravam personagens ingerindo-os no ato e 24% dos alunos expostos a tais mensagens apresentaram sobrepeso ou obesidade. Já um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2009 identificou que apenas 25% das crianças entre 2 e 5 anos e 38% das crianças entre 5 e 10 anos consomem frutas, legumes e verduras. Guloseimas como balas, biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos ocuparam o espaço de refeições principais.
E a água? De repente esse bem essencial ao bom funcionamento do corpo humano foi sendo esquecido. Em creches, escolas e hospitais é comum não encontrarmos bebedouros. A água não está franqueada justamente a quem deveria receber estímulo constante para ingeri-la. O estímulo está focado nos sucos industrializados e nos refrigerantes.
E agora, já podemos responder quem são os donos do cardápio das nossas crianças? E quais as conseqüências de seguirmos ao sabor do vento das grandes corporações fabricantes de alimentos? E de não termos controle sobre a publicidade dirigida ao público infantil?
Se o que queremos para nossas crianças não é um futuro de obesos desnutridos, precisamos tomar as rédeas da situação e já. A informação continua sendo a chave-mestra e, pais, educadores e profissionais da saúde precisam saber identificar o que está escrito nos rótulos. Se tomamos tantas medidas para a identificação de pessoas que entram nas nossas casas e nas escolas, porque não adotamos estes mesmos cuidados antes de permitir a entrada de substâncias no nosso organismo e das nossas crianças? Nunca é demais lembrar que bons hábitos alimentares começam a ser transmitidos na vida intra-uterina, que criança até dois anos não deve ser exposta ao sal e que não se deve colocar açúcar em chás e mamadeiras de bebês. Muito menos achocolatados, que contém açúcar e gordura em excesso.
Seguindo orientações da OMS, estão surgindo políticas públicas para redução do sal nos alimentos industrializados, assim como campanhas de esclarecimento ao público. Foram identificadas ações em 38 países, sendo a maioria na Europa. Já o Brasil recém está iniciando algumas medidas nessa área. Em janeiro deste ano, a Anvisa fez recomendações não obrigatórias para a redução, até 2014, em 10% no conteúdo de sal do pão francês.
Também em países europeus, há regras rígidas em relação à propaganda dirigida a crianças. Em terras nativas, dispensam-se comentários. Felizmente a sociedade começa a dar sinais de reação.
Acreditando que um outro mundo é possível, que tal a gente sonhar com uma sociedade em que a saúde das nossas crianças esteja acima dos interesses das megacorporações?
(*) Noemia Perli Goldraich é doutora em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pós-doutora em Nefrologia Pediátrica pela Universidade de Londres, professora-associada do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRGS, nefrologista pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Doenças Crônicas na Infância da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.

Mercosul e OIT lançam campanha para combater o trabalho e a exploração sexual infantil | Agência Brasil

Mercosul e OIT lançam campanha para combater o trabalho e a exploração sexual infantil | Agência Brasil

sexta-feira, 30 de março de 2012

Redes Sociais e hegemonia - Movsocial - O portal dos movimentos sociais

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Sobre a hipocrisia do educador fraco - Movsocial - O portal dos movimentos sociais

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sexta-feira, 16 de março de 2012

GAYA, Adroaldo Cezar Araújo.” O corpo que não vai à escola”

http://www.bibliotecadigital.ufrgs.br/da.php?nrb=000525546&loc=2010&l=92584f5bfaac7786


GAYA, Adroaldo Cezar Araújo.” O corpo que não vai à escola”. In: SILVA, Luiz Heron da et alii ( orgs ). Identidade
Social e a Construção do Conhecimento. Porto Alegre: SMED – PMPA, Vc Artes Gráficas, 1997

PERRENOUD, Phillipe. Dez novas competências para ensinar: convite à viagem. Porto Alegre: Artmed, 200

http://escolaprof.files.wordpress.com/2008/03/10-competencias.pdf

Como fazer um projeto de Ginástica Laboral: APRENDA A FAZER UM PROJETO DE GINÁSTICA LABORAL D...

Como fazer um projeto de Ginástica Laboral:
APRENDA A FAZER UM PROJETO DE GINÁSTICA LABORAL D...
: APRENDA A FAZER UM PROJETO DE GINÁSTICA LABORAL DECENTE. BEM VINDO (A) A NOSSA APRESENTAÇÃO   Para um profissional apresentar um projeto...

Projeto de rádio escolar em Fortaleza ganha prêmio profissional de comunicação popular

Projeto de rádio escolar em Fortaleza ganha prêmio profissional de comunicação popular

How Do You Cite a Tweet in an Academic Paper? - The Atlantic

How Do You Cite a Tweet in an Academic Paper? - The Atlantic

segunda-feira, 12 de março de 2012

Estresse é fator de risco para Doença de Alzheimer

12/03/2012

Estresse crônico suave é fator de risco para Alzheimer

Doença está associada a fatores genéticos e ambientais; resultados foram observados em cobaias


Um estudo feito em modelos animais pelo Centro de Investigação Médica Aplicada da Universidade de Navarra, na Espanha, concluiu que o estresse crônico suave é um fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Os resultados do trabalho, publicado no periódico científico Journal of Alzheimer´s Disease, indicam que o desenvolvimento do Alzheimer do tipo esporádico - cerca de 95% dos casos - está associado a diferentes fatores de risco, genéticos e ambientais, e ainda que o principal seja o envelhecimento, o estresse crônico também aparece relacionado à doença.

O estudo tentou determinar se um processo de estresse crônico suave, similar ao estresse clássico na vida diária, poderia influenciar no aparecimento dessa doença neurodegenerativa e para isso usaram ratos jovens que tiveram a doença induzida, mas que ainda não apresentavam os traços característicos do Alzheimer.

Após submetê-los a um protocolo de estresse crônico de seis semanas de duração, observou-se que esses animais apresentavam uma perda de memória severa e um aumento significativo dos dois principais marcadores do Alzheimer, o peptídeo beta-amiloide e a proteína Tau, substâncias que se acumulam no cérebro dos pacientes com a doença.

"Confirmamos que um estresse suave, aplicado de maneira crônica, contribui para agravar e acelerar as principais características da doença nos animais, que tinham uma predisposição genética para desenvolver a doença", diz Mar
Cuadrado, pesquisadora da Área de Neurociências do CIMA e líder do trabalho.

A especialista indica em um comunicado que há muitos estudos que afirmam que o estresse produz deterioração cognitiva, que os pacientes com depressão têm episódios de perda de memória e que o estresse é um dos fatores associados à depressão.

Com este trabalho, foi confirmado que o estresse poderia afetar diretamente os marcadores próprios da doença", diz,

Os autores tentarão agora utilizar esses resultadosp ara obter modelos animais que desenvolvam todas as características dos pacientes afetados pela doença e assim poder testar com mais confiabilidade novas moléculas projetadas para o tratamento da doença.

Autor: Da EFE
Fonte: Estadão - Saúde

quarta-feira, 7 de março de 2012

Paulo Freire:Pedagogias da Cultura em outra fontes

Pessoas da Tribo: essa é a primeira de uma série sobre Pedagogias da Cultura. Peço licença para compartilhar aí. Abraços para vocês
PEDAGOGIAS DA CULTURA: AS LEITURAS DE MUNDO, DE PAULO FREIRE

Já noticiei que em março o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação lançam em conjunto o edital “Mais Cultura nas Escolas”, incentivando projetos culturais a interagirem com a educação pública de ensino fundamental e médio. A iniciativa reforça a importância do que chamo de “Pedagogias Criativas” ou “Pedagogias da Cultura”. Exemplifico pinçando hoje uma dessas pedagogias: a ideia das LEITURAS DE MUNDO de Paulo Freire.

Para Paulo Freire, educação tem a ver com a compreensão crítica da leitura, alongando-se na inteligência sobre o mundo. Essa busca, ele chamou “Leitura do Mundo”, uma percepção-cognição baseada nas relações entre texto e contexto. O educador ressalta que a educação tradicional, ao não reconhecer os saberes e repertórios culturais das pessoas, deixa de construir esses caminhos de troca e ampliação de conhecimentos. Ele disse: “alfabetização implica reconhecer o ponto de partida da leitura de mundo, implica pensar em que níveis a leitura de mundo está se dando ou quais são os níveis de saber que a leitura de mundo revela”.

Indo além: imaginemos quantas leituras de mundo podem ser feitas com as crianças e adultos trabalhando fotografia, vídeo-reportagens, leituras teatrais do cotidiano ou da televisão, etc. Muitas vezes, porque simplesmente deixamos fluir a leitura. Roland Barthes lembrou que lemos textos, gestos, cidades, situações, imagens, sons. Enfim, há uma liberdade infinita de composições e associações nas leituras, que podem ser estimuladas e ajudadas pelo trabalho com as linguagens artísticas. Para isso, as escolas precisam estimular a leitura criativa. E os projetos culturais precisam pensar em termos de desenvolvimento pedagógico de seus processos junto às crianças.

Deixo sugestões de leitura sobre Leituras de Mundo:
- “A importância do ato de ler”, de Paulo Freire. Cortez Editora, São Paulo, 2006.
- “Pedagogia dos sonhos possíveis”, de Paulo Freire. Editora Unesp, São Paulo, 2001.
- “Da leitura”, in “O rumor da língua”, de Roland Barthes. Editora Brasiliense, São Paulo, 1988.

Pedagogias da Cultura:Escola de Estética segundo Bertolt Brecht


PEDAGOGIAS DA CULTURA: ESCOLA DE ESTÉTICA, SEGUNDO BERTOLT BRECHT

Como deveríamos tratar de Estética ao ensinar crianças? Uma dimensão pedagógica da Estética não se limita a analisar as performances artísticas nas obras como refinamento e diferencial, pensa no fundamento perceptivo-cognitivo; na relação de compreensão, fruição e criação; nas angulações do olhar e na organização do imaginário.

Em um pequeno texto, “Escola de Estética“, Bertolt Brecht apresenta uma lista interessante:
“Para desenvolver o gosto nas crianças, é preciso que entrem em uma escola especial onde possam fazer aquilo que se faz com a química nos laboratórios. Elas devem ter máscaras, roupas o objetos para brincar. Elas devem ter móveis para decorar quartos no cenário. Os móveis devem ser de boa e má qualidade, as roupas de diferentes qualidades. Elas precisam ter blocos de construção com peças de épocas diferentes, entre as quais possam escolher. A partir de pequenos moldes devem aprender a planejar jardins e fazer arranjos com flores artificiais. Para a aula de música elas necessitam de gravadores, com fitas de trechos de obras musicais. Elas devem aprender a fotografar e a fazer composições, a moldar e a pintar potes de barro. Elas necessitam de tipografias para compor páginas de livros. De pastas com imagens Kitsch. Precisam ler poemas, e ouvir bons e maus oradores, em discos. Precisam de caixas com objetos de uso nobre, talheres, cartas de baralho.“

Chama atenção no texto a ausência a qualquer referência ou abordagem em termos de conteúdos de ensino; autores, escolas ou movimentos artísticos. A lista de Brecht diz: deixem as crianças se relacionarem com as coisas. Tudo é para a experiência delas. Quem carrega uma bagagem de referências culturais, históricas e científicas fica ansioso por transmití-las nas formas tradicionais da aula. Mas Brecht sussura nas entrelinhas que a ansiedade, nesse caso, é inimiga de uma comunicação verdadeira e sensível com as crianças, e que a vivência delas não é simples assimilação ou recepção-decodificação de informações. Walter Benjamin, no texto Experiência e Pobreza, faz um questionamento demolidor: “Qual o valor de todo o nosso patrimônio cultural, se a experiência não mais o vincula a nós?“
Para quem quiser ler o texto na fonte, junto com outros, recomendo:
- Walter Benjamin, “Reflexões sobre a criança, o brinquedo e a educação”. Edição conjunta da Duas Cidades e Editora 34.
Acesse www.facxebook.com/OI NóIS AQUI TRAVEZ (premiado grupo de Teatro do RS, sob coordenação de Paulo Flores)
 

segunda-feira, 5 de março de 2012

OBESIDADE: fator de risco em escala mundial?

Brasil ocupa 19ª posição no ranking mundial da obesidade masculina e 15ª, na feminina. Nauru lidera, seguido pelos Estados Unidos

AFP | 03/02/2011 14:28
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A obesidade praticamente dobrou no mundo nas últimas três décadas, afetando 500 milhões de adultos, a maioria mulheres, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira pela revista médica The Lancet.
Em 2008, mais de um em cada 10 adultos no mundo era obeso, revela o estudo coordenado por Majid Ezzati, do Imperial College de Londres, e Salim Yusuf e Sonia Anand, do Instituto de Estudos da População/Saúde de Hamilton, Canadá, que examinaram a evolução do sobrepeso entre 1980 e 2008 nas pessoas acima de 20 anos.

Entre os países ricos, os Estados Unidos lideram o ranking da obesidade, seguidos pela Nova Zelândia, enquanto a população do Japão é a menos afetada pelo sobrepeso.
O excesso de peso é caracterizado por um índice de massa corporal (IMC, o parâmetro usado para medir a relação entre peso e altura) acima de 24 kg/m2. O Brasil registra IMC de 25,8 entre os homens e de 26 entre as mulheres.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um IMC de 30 significa obesidade e um índice acima de 30 é considerado obesidade severa. Em 28 anos, o IMC aumentou tanto entre homens quanto entre mulheres.
No planeta, 1,46 bilhão de adultos registram sobrepeso. A obesidade quase dobrou, afetando 205 milhões de homens e 297 milhões de mulheres, ou seja, 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres.
"O sobrepeso e a obesidade, a hipertensão e o alto nível de colesterol não são patrimônio apenas dos países ricos, também afetam os países pobres e com renda média", destaca o professor Ezzati.
A pequena ilha de Nauru (Pacífico sul), com 14.000 habitantes, registrou em 2008 a maior média de IMC: 33,9 nos homens e 35 nas mulheres. A ilha já liderava em 1980 a classificação da obesidade no mundo, mas com níveis consideravelmente menores (homens 28,1 e mulheres 28,3).
Entre os países ricos, os Estados Unidos, que já tinham a população com maior taxa de obesidade em 1980, permanecem em primeiro lugar, com um IMC de 28,5, seguido por Nova Zelândia e Austrália entre as mulheres, e Grã-Bretanha e Austrália entre os homens. O Japão tem o menor IMC (22 para os homens e 24 para as mulheres) entre os ricos. As mulheres de Bangladesh registram o menor índice entre as mulheres, enquanto a República Democrática do Congo é a primeira entre os homens.
Caso único na Europa ocidental e raro no cenário mundial é o da Itália, onde o IMC das mulheres caiu nos últimos 28 anos. Na Bélgica, Finlândia e França, o índice de massa corporal das mulheres registrou leve alta.
As suíças são as mulheres mais magras da Europa, seguidas pelas francesas e italianas, enquanto os europeus mais magros são os franceses. O estudo recorda que o sobrepeso, que é produto da má alimentação e da falta de atividade física, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e algumas formas de câncer. O problema seria a origem de três milhões de mortes por ano.
Os países mais afetados
A população da pequena ilha de Nauru, no Pacífico Sul, é a mais afetada pela obesidade, seguida pelos Estados Unidos, enquanto os homens da República Democrática do Congo são os mais magros e as mulheres mais delgadas se encontram em Bangladesh, estudo publicado na revista médica The Lancet.
A lista de países de acordo com a taxa média de IMC (índice de massa corporal, obtido através do cálculo entre a altura e o peso do indivíduo) é a seguinte:
HOMENS
- Nauru : 33,9
- Estados Unidos : 28,5
- Arábia Saudita : 27,9
- Austrália : 27,6
- Canadá : 27,5
- Espanha : 27,5
- Argentina : 27,5
- Reino Unido : 27,4
- México : 27,4
- Alemanha : 27,2
- África do Sul: 26,9
- Bélgica : 26,8
- Polônia : 26,7
- Egito : 26,7
- Itália : 26,5
- Suíça: 26,2
- Rússia: 26
- França: 25,9
- Brasil : 25,8
- Cuba: 25,1
- Argélia: 24,6
- Japão: 23,5
- Tailândia: 23
- Nigéria: 23
- China: 22,9
- Índia: 21
- Bangladesh: 20,4
- RDCongo: 19,9
MULHERES
- Nauru: 35
- Egito: 30,1
- Arábia Saudita: 29,6
- África do Sul: 29,5
- México: 28,7
- Estados Unidos: 28,3
- Argentina : 27,5
- Rússia: 27,2
- Austrália: 26,9
- Reino Unido: 26,9
- Canadá: 26,7
- Cuba: 26,6
- Espanha: 26,3
- Argélia: 26,4
- Brasil : 26
- Polônia: 25,9
- Alemanha: 25,7
- Bélgica: 25,1
- França: 24,8
- Itália: 24,8
- Tailândia: 24,4
- Suíça: 24,1
- Nigéria : 23,7
- China: 22,9
- Japão: 21,9
- RDCongo: 21,7
- Índia: 21,3
- Bangladesh: 20,5http://saude.ig.com.br/minhasaude/obesidade+praticamente+dobrou+no+mundo+em+30+anos/n1237981934118.html